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A formação e o Declínio do Império Furry
No sul, em um vale verdejante onde a terra parecia pulsar com vida, nasceu o Império Furry, um reino erguido ao redor de uma árvore colossal chamada (=+=), um nome sagrado que os Furrys pronunciavam com reverência. Seus galhos alcançavam o céu, suas raízes mergulhavam em profundezas esquecidas, e seu tronco vibrava como um coração divino. Casas pendiam dos galhos, conectadas por pontes de fibras vivas, e no topo, um trono esculpido na madeira ancestral era o assento de Ero, o deus da libertação. Com um único toque, Ero podia despertar a essência animal, transformando feras em Furrys — seres com inteligência humana, instintos selvagens e almas complexas. Ele também podia reverter esse dom, reduzindo homens a criaturas primitivas, mantendo um equilíbrio delicado entre liberdade e controle. Sob as raízes da (=+=), fluía o Meltun, um líquido cristalino que nutria a terra, sustentava o povo e dava vida a máquinas e armas, sendo a força vital do império. Ero não governava sozinho. Cinco guerreiros lendários, seus aliados mais próximos, eram os pilares do império: Shaigon, um Furry porco com poder sobre temperaturas, capaz de conjurar calor ou frio; Erigon, um Furry corvo, explorador destemido, portador da espada sagrada Huantra; Barrigon, um Furry anta robusto e leal, guardião das raízes da árvore; Oregon, um Furry toupeira, mestre dos ciclos da vida, mas movido por ambições egoístas; e Polegon, um Furry metamórfico, cuja forma mudava entre lobo, pássaro ou sombra. Juntos, eles construíram o império, mas seus laços, forjados em batalhas e juramentos, escondiam tensões que levariam à ruína. Barkay, um Furry misterioso nascido do Meltun, era o guardião do equilíbrio, mantendo a harmonia entre os seis. Antes do império, o sul era um campo de batalha. Deuses menores, criaturas titânicas com poderes selvagens, dominavam a região, espalhando caos. Os primeiros Furrys, recém-despertos em sua consciência, viviam sob constante ameaça. Ero, um deus jovem com visões de ordem, reuniu cinco guerreiros, cada um com um dom único. Shaigon, um porco feroz, foi o primeiro a se unir, atraído pela promessa de Ero. “Eu sempre soube meus defeitos e minhas ambições humanas; quem almeja seu próprio reino, fará coisas tão profanas”, disse Ero, oferecendo a Shaigon um propósito além da destruição. Erigon, o corvo, juntou-se por sua sede de explorar o desconhecido. Barrigon, a anta gordinha, prometeu proteger a terra que o acolhera. Oregon, a toupeira, viu nos ciclos uma chance de poder, unindo-se com intenções próprias. Polegon, sem forma fixa, encontrou em Ero um líder que compreendia sua mutabilidade, tornando-se o elo entre todos. As batalhas contra os deuses menores foram brutais. Shaigon usava seu poder de temperatura, incinerando ou congelando adversários. Erigon voava sobre o campo, sua Huantra cortando com precisão. Barrigon resistia a golpes devastadores, sua força ligada às raízes que começavam a brotar onde o Meltun surgia. Oregon manipulava os ciclos, curando aliados com ritmos temporais. Polegon mudava de forma, confundindo inimigos. Após anos de luta, derrotaram o maior dos deuses menores, e seu sangue deu vida à (=+=), uma árvore que absorveu o Meltun e unificou o sul. Ero fundou o império, declarando-se seu primeiro rei, e Barkay, emergindo do Meltun, selou um pacto para manter a harmonia. Com o tempo, o império adotou uma monarquia teocrática, onde cada rei era visto como uma reencarnação de Ero, ascendendo por meio de rituais sagrados que conectavam sua alma à (=+=). Nos primeiros ciclos, o império floresceu. Cidades cresceram nos galhos, colônias subterrâneas se formaram ao redor do Meltun, e os Furrys reverenciavam a árvore como mãe e deusa. Ero governava com justiça, os cinco guerreiros eram celebrados como heróis, e Barkay vigiava o equilíbrio. Mas as tensões começaram a surgir. Shaigon, que via Ero como um mentor, sentia-se ofuscado por sua autoridade. Em uma noite sob a (=+=), ele confrontou Ero: “Por que és sempre o rei?” Ero, com olhos cansados, respondeu: “Porque carrego o peso de libertar, algo que tu ainda não compreendes.” Shaigon, magoado, afastou-se, sua lealdade começando a desmoronar. Erigon e Polegon, amigos próximos, exploravam Furheim, uma terra antiga sob as raízes. Polegon, mudando de forma, brincava: “Queres superar Ero, não é?” Erigon ria, mas sua ambição era evidente. Barrigon, sentindo a inquietação, alertou Oregon: “Erigon busca algo perigoso.” Oregon, focado em seus próprios interesses, respondeu: “Que busque. Os ciclos resolvem tudo.” Barrigon, frustrado, concentrou-se em proteger a (=+=), enquanto Oregon planejava como lucrar com o Meltun. A traição de Shaigon marcou o início do declínio. Consumido por rancor, ele acreditava que Ero lhe negara a chance de ser um deus. “Tire tudo de um homem, ele não tem mais nada a perder”, murmurou, reunindo Furrys descontentes. Sua rebelião foi sangrenta, com vilas destruídas e corpos congelados marcados por sua fúria. Ero, já envelhecido, enfrentou-o no topo da (=+=), e tentou um ataque kamikaze usando toda sua energia pra tentar levar Shaigon junto. Shaigon, sobreviveu e bebeu do sangue de ero, seu corpo de porco agora coberto de marcas vermelhas, cicatrizes de sua danação, enquanto se tornava um deus, Bebendo direto da fonte da libertação. Polegon, que via Shaigon como um irmão, não aceitou a traição. “Ele destruiu nossa união. Vou destruí-lo”, jurou a Barrigon, que tentou impedi-lo: “A árvore precisa de nós, não de vingança.” Polegon, porém, partiu, suas formas — lobo, pássaro, sombra — rastreando Shaigon até um deserto gelado além de Furheim. No confronto, Shaigon zombou: “Tire tudo de um homem, Polegon, e ele se torna um deus.” Polegon, em sua forma mais poderosa, um tigre flamejante, lutou com ferocidade, mas Shaigon usou seu poder de gelo, congelando o ar ao redor. Com um golpe brutal, arrancou o coração de Polegon, ainda pulsante, e o transformou em um bloco de gelo eterno. O Coração de Gelo, um artefato lendário, nasceu, carregando a essência metamórfica de Polegon, capaz de alterar formas e temperaturas, mas também sua dor. Shaigon, com suas marcas vermelhas ardendo, levou o artefato, deixando o corpo de Polegon no deserto. A morte de Polegon abalou o império. Erigon, em Furheim, encontrou a Caixa Xa'Zhunna, selada com runas antigas. Polegon, antes de partir, o alertara: “Alguns segredos matam, Erigon.” Movido por ambição, Erigon a abriu, liberando o vazio, que corroeu sua alma e transformou-o no deus do vazio. Sua espada Huantra, outrora sagrada, foi destruída por Barkay, que, com grande custo, selou Erigon em uma câmara sob a (=+=). Barkay, exausto, perdeu parte de seu poder, tornando-se um guardião enfraquecido. Barrigon, o Furry anta, sentiu a (=+=) definhar com a perda de Polegon e Erigon. Ele mergulhou nas colônias do Meltun, tentando salvar a árvore de uma seca misteriosa. Confrontou Oregon: “Por que não fizemos nada para impedir isso?” Oregon, a toupeira, respondeu com frieza: “Os ciclos seguem, Barrigon. Cada um cuida de si.” Barrigon, desesperado, sacrificou sua vida, fundindo sua essência às raízes para salvar o Meltun. Sua morte evitou o colapso da árvore, mas deixou o império sem um de seus pilares. Oregon, movido por egoísmo, viu nos ciclos quebrados uma chance de poder. Ele tentou manipular o Meltun para alcançar a imortalidade, desviando o líquido sagrado para si mesmo. Seu plano falhou, e os ciclos corrompidos o prenderam em um loop temporal. Ele morreu sozinho, seu corpo de toupeira enterrado sob a terra que ele buscava dominar, sua morte marcada por sua própria ganância. Barkay, agora velho e enfraquecido, viu o império desmoronar. Com o pouco poder que lhe restava, ele criou a Caixa de Barkay, feita das raízes da (=+=), selando sua energia de equilíbrio dentro dela. A caixa, escondida nas profundezas, tornou-se um símbolo de esperança para o futuro, mas Barkay não pôde mais governar. O Império Furry, agora uma monarquia teocrática, continuou sob novos reis, cada um ascendendo por rituais que os conectavam à alma de Ero e à (=+=). A árvore, ferida mas viva, pulsava com a promessa de renascimento, enquanto os Furrys viviam entre a esperança de restaurar o império e o medo do caos deixado por Shaigon e Erigon.
Curiosidades
Coração de Gelo: O artefato, nascido do coração de Polegon, carrega sua essência metamórfica, mas também a dor de sua derrota, sendo capaz de alterar formas e temperaturas.
Caixa de Barkay: Feita das raízes da (=+=), ela contém a energia de equilíbrio de Barkay, representando uma possível salvação para o império.
Caixa Xa'Zhunna: A caixa aberta por Erigon é um artefato antigo, possivelmente criado pelos deuses menores, contendo o vazio que transformou Erigon.
Marcas Vermelhas de Shaigon: As cicatrizes no corpo de porco de Shaigon simbolizam sua transformação em um deus foragido, marcadas pelo confronto com Polegon.
Deuses Menores: Antes do Império Furry, a região era habitada por deuses menores, criaturas titânicas que foram derrotadas pelos guerreiros de Ero, seu sangue dando origem à (=+=).
Monarquia Teocrática: Após Ero, cada rei era considerado sua reencarnação, ascendendo por rituais que conectavam sua alma à árvore, reforçando a ligação entre o império e a (=+=) além de outras tribos menores de furrys espalhada pela floresta.